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Somos nós mesmos que
nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e ajam
como imaginamos que devam agir (Perceba isso no seu cotidiano).
Constantemente criamos fantasias em nossa
mente, bloqueamos a nossa consciência e recusamos a aceitar a verdade.
Usamos os mais diversos mecanismos de
defesa, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente, para
evitar ou reduzir os eventos, as coisas ou os fatos de nossa vida que
nós não admitimos.
Quanto mais sonhos ilógicos, mais cresce a
luta para materializá-los, levando a criatura humana a ser prisioneira
desse círculo vicioso e assim a sofrer mais e a ter novas
decepções.
Um exemplo clássico de ilusão é a
tendência de certas pessoas em querer fazer tudo com perfeição, aliás,
querer ser o modelo perfeito, isto é reflexo de sua incapacidade de
aceitar a si próprio, as suas limitações e pior querem que os outros
sejam aquilo que ele almeja ser, principalmente os filhos.
A sensação de que podemos controlar a vida
de parentes e amigos é outra freqüente ilusão, e nem sempre é fácil
diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e compreender,
pois se assim o fizermos teremos companheiros fiéis, mas jamais por
carinho e prazer.
A ilusão dos príncipes encantados salvando
as donzelas são úteis desde que não se transformem em ilusórias bases
de existência, principalmente nos relacionamentos.
Estamos na Terra para aprender a não negar
fatos preciosos que nos ajudem a perceber a grandiosidade da Vida em
favor de nosso crescimento espiritual, a ilusão é a negação.
No íntimo somos as
nossas crenças plantadas por pais, educadores, parentes e sociedade,
que nos conservam a ilusão da posse material como forma de objetivo de
se ter à felicidade, como o poder e a fama que garante o amor, ou a
força bruta que nos protege da possível agressão, ou da prática sexual
que nos dá a integra gratificação da vida.
Pura ilusão!
Muitas pessoas procuram o controle
emocional e censuram as suas emoções, porém desconhecem que esta
censura desequilibra a própria natureza humana.
Não sentir é viver em ilusão,
distanciando-se do verdadeiro significado da vida.
Por isso é mais importante para evolução
de nossa espiritualidade acreditar naquilo que se sente do que nas
palavras que se ouvem, portanto evoluir é equilibrar-se
emocionalmente, reeducar a mente, buscar libertar-se das algemas dos
velhos conceitos, transformar-se interiormente e assim definir novos
rumos para se libertar.
É tarde para se começar? Não, jamais é
tarde para qualquer investimento para si mesmo.
Por onde começar? Pela sua casa de
ferramentas, sim o nosso lar, onde todas as ferramentas para nossa
evolução estão disponíveis.
Como? Abra os olhos, seja menos duro, mais
amoroso, mais flexível, mais compreensível, menos intolerante, escute,
mais harmonioso, não exija, conquiste, elogie mais, perceba, e diante
das situações mais difíceis, pondere o seu jeito de agir e assim a
ilusão se dissolverá.
Dr. Paulo
Valzacchi
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